
Meu
amigo Roberto Tranjan fala: “Dentro de nós mora um lenhador que todo
dia quer cortar árvores”. O desafio é ter consciência disso e parar
esse lenhador; não para que ele afie o machado, e sim para perguntar
se, mesmo tendo cortado árvores durante a vida inteira, é isso mesmo
que ele quer fazer. Perguntar qual contribuição ele quer deixar para o
mundo, o que de fato o realiza. É incrível, porque talvez ele descubra
que, no fundo, tudo o que ele quis foi plantar árvores, e não
derrubá-las, mas foi levado pelas circunstâncias.
O
triste da vida não é descobrir o tempo que perdemos fazendo algo que
não queríamos; o triste da vida é morrer sem nunca descobrir isso e
assim ter perdido a oportunidade de fazer diferente, desperdiçando toda
uma vida!
Escuto todo tipo de
desculpas das pessoas para fugir desse desafio. Uma das mais comuns é:
“Ah, eu estou velho, não dá para recomeçar nada a esta altura do
campeonato!” Então eu digo: a expectativa de vida vem aumentando ano a
ano. Três décadas atrás não passava de 50 anos, hoje é superior aos 70,
e com o avanço da medicina só vai aumentar.
Ou
seja, tenho uma boa e uma má notícia a lhe dar. A boa é que você tem
mais ou menos uns trinta anos de bônus de vida pela frente,
praticamente mais uma vida. A má notícia é que você tem mais ou menos
uns trinsta anos de bônus de vida pela frente, praticamente mais uma
vida.
Então esqueça essa desculpa
de que você não tem tempo para mudar o rumo das coisas. Aproveite essa
oportunidade para pensar, planejar e viver tudo o que você não viveu.
Excerto do Livro “O que realmente importa?“, de Anderson Cavalcante.
* * *
Ouse!
Por mais difícil que possa parecer… Lembre-se que sempre é tempo de
mudar de rumo, de recomeçar, de fazer o que se deseja. Arrisque-se!
Porque só quem corre riscos é verdadeiramente livre.











